O O Plano CopaVerde Execução

“Isso é mais que a definição de metas - isso é virar o jogo.” - USGBC

 

PARTE 4: Estratégia, Coordenação e Execução


Objetivos: criar órgãos e promover ações políticas necessárias para coordenar e executar o Plano CopaVerde. 

 

Êxito na aplicação destas estratégias, requer uma legislação a nível federal, estadual e municipal.  Acreditamos que todo esforço deve ser posto em prática, o quanto antes possível, para facilitar os investimentos na construção sustentável e na futura Economia Verde Brasileira.  Incentivos fiscais e padrões mínimos de indústria (voltados a eficiência e qualidade de seus produtos), forçarão investimento e inovação por parte das empresas para criarem soluções mais sustentáveis.  Proteção dos recursos naturais do país e do bem-estar de todos os cidadãos é de maior importância e estas recomendações partem destes princípios:

 

1) Incentivos fiscais devem ser criados para todas as empresas, nacionais ou estrangeiras, que operam no Brasil para poderem investir em sustentabilidade.  Isso pode incluir isenções fiscais sobre tecnologias estrangeiras, não disponíveis no Brasil e que são extremamente caras para se importar.  O governo pode desempenhar um papel fundamental em aliviar estes obstáculos para que as melhores tecnologias do mundo alcancem os setores da construção e de "retrofits," da geração e distribuição de energia, e outros segmentos importantes da economia.  Os investimentos que estão sendo feitos hoje durarão décadas e os custos operacionais e ambientais, precisam ser evitados ao máximo!


2) Bônus "verde" aplicado aos prazos ou juros de financiamento de qualquer projeto para os eventos esportivos, que atingir certo nível de certificação ambiental LEED é necessário.  As taxas de juros, os prazos, ou número de pagamentos, ao BNDES por exemplo, podem ser ajustados dependendo do nível de certificação LEED obtido.  Este é o instrumento financeiro mais eficaz para incentivar o investimento em "Green Building." Um incentivo financeiro deste tipo lançaria, da noite para o dia, uma competição pela sustentabilidade na área de infra-estrutura do país.  Acreditamos que este esforço em conjunto, seria a maior ação coordenada de Green Building já feita; um legado que serviria de grande orgulho para todos os brasileiros.


3) A criação de um novo Departamento Federal de Sustentabilidade dedicado especificamente ao desenvolvimento de estratégias e legislação escrita para ajudar na transição, da economia brasileira para uma economia "Verde" e sustentável é necessário.


4) A um único indivíduo, um "Czar dos Jogos" deve ser atribuído o poder e a responsabilidade de coordenar, em conjunto, os próximos grandes eventos esportivos do país.  Até hoje, não há departamento ou pessoa responsável pela preparação e planejamento destes eventos e é ésta a principal razão pelos atrasos.  Este "Czar", não deve ser um político, ter um relacionamento com os organizadores do evento, ela não deve ser vinculado à proposta (acima) do Departamento Federal de Sustentabilidade.  A independência deve ser mantida. Esta pessoa deve ser um operador experiente, com conhecimento em finanças, infra-estrutura e tecnologia e ter uma visão clara de como limitar o impacto ambiental dos jogos. " Este indivíduo presidirá o "Comitê dos Jogos."


5) Um "Comitê dos Jogos" precisa ser formado para os grandes eventos esportivos no Brasil. Um painel de especialistas em sustentabilidade, do setor público e privado, deve ser feito para aconselhar todos os que estão envolvidos na preparação destes eventos, mesmo que tenham dinâmicas diferentes.  O Comitê dos Jogos deve contar com a representação das entidades esportivas mundiais.  Esta equipe seria de investigação e ofereceria orientações e apoio para o êxito da preparação e execução de todos os assuntos relacionados a: qualidade do ar, dos transportes, da energia, as áreas verdes, as áreas protegidas, recursos hídricos, resíduos sólidos, reciclagem, locais de eventos e estruturas, certificação ambiental das arenas esportivas e de edifícios (LEED), a acessibilidade, a neutralização de carbono e a coordenação do apoio de ONGs internacionais e domésticas. As propostas feitas por esta comissão deverão ser apresentadas ao Departamento Federal de Sustentabilidade para a política de rápida tomada de decisões. Colaboração entre as entidades esportivas mundias seria também notável e importante contribuindo para eventos mais ecológicos daqui para frente.

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